C√ļpula re√ļne 11 presidentes da Am√©rica do Sul em Bras√≠lia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o anfitrião de um encontro com outros 10 presidentes dos países da América do Sul, na próxima terça-feira (30), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Por Ricardo Marcogé em 26/05/2023 às 21:24:27

O presidente Luiz In√°cio Lula da Silva ser√° o anfitrião de um encontro com outros 10 presidentes dos pa√≠ses da América do Sul, na próxima terça-feira (30), no Pal√°cio do Itamaraty, em Bras√≠lia. Os chefes de Estado de Argentina, Bol√≠via, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela confirmaram presença.

A √ļnica aus√™ncia em n√≠vel presidencial é o Peru, cuja presidente, Dina Boluarte, não poder√° vir ao encontro em função impedimentos legais internos do pa√≠s. O Peru vive uma grave crise pol√≠tica desde a destituição do agora ex-presidente Pedro Castillo, no fim do ano passado. Em seu lugar, vir√° o presidente do conselho de ministros do pa√≠s, Alberto Ot√°rola, uma espécie de primeiro-ministro. A Guiana Francesa não participa porque é um território ultramarino da França.

A reunião j√° havia sido anunciada no in√≠cio do m√™s pelo governo. Um encontro desse porte não ocorre h√°, pelo menos, sete anos. "O principal objetivo desse encontro é retomar o di√°logo com os pa√≠ses sul-americanos, que ficou muito truncado nos √ļltimos anos, e é uma prioridade do governo Lula. Temos consci√™ncia que h√° diferença de visão e diferenças ideológicas entre os pa√≠ses, mas ele [Lula] quer reativar esse di√°logo a partir de denominadores comuns com os pa√≠ses", explicou a embaixadora Gisela Padovan, secret√°ria de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Gisela conversou com a imprensa durante coletiva nesta sexta-feira (26), quando apresentou considerações gerais sobre a c√ļpula.

Embora o governo brasileiro evite apontar uma proposta espec√≠fica, h√° a expectativa de que os presidentes discutam formas mais concretas de ampliar a integração, incluindo a possibilidade de criação ou reestruturação de um mecanismo sul-americano de cooperação, que re√ļna todas as nações da região. Atualmente, não existe nenhum bloco com essas caracter√≠sticas.

A União das Nações Sul-americanas (Unasul), criada em 2008, no segundo mandato do presidente Lula, foi se desintegrando ao longo do tempo, em meio a mudanças de governos em diversos pa√≠ses, e agora re√ļne apenas sete deles: Venezuela, Bol√≠via, Guiana, Suriname, Peru, além de Argentina e Brasil], que voltaram ao grupo recentemente. O Brasil também voltou a integrar a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) este ano, mas o bloco é mais amplo que as fronteiras sul-americanas.

"Como voc√™s sabem, nos √ļltimos anos, houve uma espécie de fragmentação nessa concertação puramente sul-americana. O propósito dessa iniciativa é unir, de novo, a região com a totalidade de seus pa√≠ses", enfatizou a embaixadora. Segundo ela, temas como sa√ļde, mudanças clim√°ticas, inflação alta e preço dos alimentos, volta da pobreza e da forme tornam ainda mais relevante uma ação mais coordenada entre os pa√≠ses da América do Sul.

"Retiro" informal

A metodologia da reunião prev√™, em primeiro lugar, o encontro de pontos comuns a partir das posições presidenciais, bem como a condução de uma agenda que j√° poderia ser iniciada mais rapidamente. Nessa agenda est√°, por exemplo, o combate ao crime organizado, projetos de infraestrutura, meio ambiente e mudanças clim√°ticas, entre outros. Por causa disso, o formato da c√ļpula ser√° o menos protocolar poss√≠vel.

O convite enviado aos pa√≠ses vizinhos chegou a falar em uma espécie de "retiro" de presidentes para aprofundar o di√°logo. Serão duas sessões. Na manhã de terça, cada chefe de Estado far√° um pronunciamento, com tema livre. Depois disso, eles almoçam. À tarde, eles retomam a conversa para um di√°logo informal, "numa sessão de trabalho mais livre e descontra√≠da", segundo descreveu Gisela.

Os presidentes que permanecerem em Bras√≠lia na noite de terça participarão de um jantar oferecido por Lula no Pal√°cio da Alvorada, resid√™ncia oficial. Nem sequer uma declaração final do encontro est√° prevista, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores.

O Pal√°cio do Itamaraty ainda não confirmou as prov√°veis reuniões bilaterais que o presidente Lula ter√° com alguns dos seus homólogos presentes na c√ļpula, mas elas podem ocorrer j√° na segunda-feira (29), quando as delegações começam a chegar em Bras√≠lia.

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